Contemplei quando
partia
“Já não há pra
que ficar”
Seus olhos carmim
cor de loucura
Seus cabelos vivos
de ilusões
Dissipavam um odor
me mentira e sedução
Como pode ser tão
bela
Ainda assim tão
perigosa?
Tentei fugir
Seus olhos se
voltaram contra mim
Param, fitaram, me
desconcertaram
Sua voz melodia
constante a tintilar
Reverberou em mim
No meu ser no meu
estar
Tentei fugir
Nada mais houve que
fazer
Nada mais pude
tentar
Sentir meu corpo ser
pedra
E meu coração
bater
Sentir meu corpo ser
pedra
para ali ficar
eternizar os sonhos
que sonhei.
fazer durar o que
pensei
Mas ao querer ser
pedra
Subitamente acordei.
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