segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sonho de uma Noite Qualquer




Contemplei quando partia
“Já não há pra que ficar”
Seus olhos carmim cor de loucura
Seus cabelos vivos de ilusões
Dissipavam um odor me mentira e sedução
Como pode ser tão bela
Ainda assim tão perigosa?
Tentei fugir

Seus olhos se voltaram contra mim
Param, fitaram, me desconcertaram
Sua voz melodia constante a tintilar
Reverberou em mim
No meu ser no meu estar
Tentei fugir

Nada mais houve que fazer
Nada mais pude tentar
Sentir meu corpo ser pedra
E meu coração bater

Sentir meu corpo ser pedra
para ali ficar
eternizar os sonhos que sonhei.
fazer durar o que pensei
Mas ao querer ser pedra
Subitamente acordei.

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