sábado, 23 de maio de 2009

O tempo

É incrível como principio e fim são desconexos entre si. Nunca o passado conhecerá o futuro. Nunca o presente poderá dizer com precisão o que virá. De onde estamos, jamais poderemos transformar o que já se foi ou dizer com certeza o que está por vir.

Ainda que existam formas mil que prometam prever o futuro e algumas que se dispõe a mudar o que aconteceu, nenhuma delas poderá governar o fluxo dos fatos. Não controlará, pois o desenrolar destes fatos se dá um decorrente de outro e, assim sucessivamente, as coisas acontecem sem interrupção e sem fim.

A única coisa que se controla é o agora, a única forma de mudar o futuro é agindo agora. A única maneira de ser quem se quer ser amanhã é trabalhar exaustivamente hoje, visto que o amanhã é fruto do hoje, que por sua vez, é fruto do ontem.

Alguns, que me conhecem, podem dizer que o que digo é uma contradição com alguns de meus hábitos, como por exemplo: ler o Tarot, jogar moedas, perguntar às folhas e coisas assim. Não lhes tiro a razão. Afinal de contas, se o futuro não pode ser previsto, por que fazer tais coisas? Para antecipar o possível desfecho do fato em questão. Veja bem que a palavra possível foi utilizada. Digo possível pois tal desfecho é algo que muda a cada minuto, dependendo de todos os fatores e situações envolvidos.

O futuro é turvo como as águas de um rio revolto e muda tanto quanto a direção de folhas ao vento. Certo é que prever o futuro de forma inquestionável é algo impossível. Todavia, é possível que consigamos, por instantes, vislumbrar os seixos do amanhã neste turvo rio chamado tempo.


Diego Nonato Reis