Lançou-se
ao oceano
Deu
seu corpo ao mar
Cantou
com sereias
Andou
sobre corais
Para
que, talvez,
Pudésseis
notar.
Dançou
com Ninfas
Contra
Gigantes lutou
O
pior de tudo
Nem
sequer te tocou.
E
esquecida se deitou.
A
sonhar com seu Orfeu
Que
na terra onde estará
Com
sua harpa a tocar?
Eurídice,
no tártaro
Convencida
já
Cansada
de esperar
Não
há mais dragões
A
quem combater
Ou
ainda com o que sonhar?
Não
há Sancho a quem recorrer
Ou
Virgílio a guiar
Não
há com o que brigar
Contra
quem ou o que pelear
Beatriz
ou Dulcineia em perigo
Isso
também não há
Principio
ou precipício
Para
encaminhar seu estar...
Particípio
a ser lembrado
Não
há.
Só
há o dolorido
Hera
chorosa
Peito
partido
Sem
destino
Com
amarras
Correndo
por sua senda
Desvairada
Lutando
com cataventos
Coitada
Certo
é
Tudo
isso
Não
há,
De,
na vida,
Ser
nada.
dnr